Uma das nossas principais
preocupações é se as crianças estão comendo bem. E nessas horas, não é só uma
alimentação saudável que faz a diferença: é importante saber também se você está
oferecendo a melhor refeição para aquela fase pela qual seu filho está
passando.
Depois dos seis meses de idade,
aos poucos você vai introduzir papinhas doces e sucos na alimentação do bebê.
Depois, as papinhas salgadas e, mais tarde, alimentos sólidos. Mas o sistema
digestivo dele ainda não está pronto para receber alimentos mais pesados e
gordurosos. Veja o que os nutricionistas recomendam para cada fase da
alimentação do seu filho.
Até seis
meses
Esta é a fase do aleitamento
materno exclusivo, ou seja, o bebê não deve ter contato com outro tipo de
alimentação a não ser o leite materno, que já contém os nutrientes necessários e
suficientes para o desenvolvimento. Nada de água, chá ou
sucos.
Uma opção para as mães que
trabalham fora e precisam deixar os filhos em casa é usar bombas de extração e
guardar o leite na geladeira. Assim, os períodos de amamentação podem ser
mantidos mesmo com a mãe fora de casa. Para quem preferir as fórmulas lácteas,
por exemplo, é sempre bom consultar o pediatra antes de
começar.
De seis meses a um
ano
É nesta fase que a criança começa
o descobrir os alimentos. Por isso é preciso insistir quando alguma novidade é
rejeitada e procurar oferecer os alimentos de formas variadas. Os bebês só se
acostumam com um novo gosto depois de experimentar de 10 a 12 vezes. A
alimentação deve ser rica em carboidratos, ferro e proteína. Frutas, verduras,
legumes, leite e derivados devem fazer parte da nova fase.
As frutas entram primeiro no
cardápio, amassadas como papinha e também os sucos. “Dê preferências às
cítricas, como laranja, limão e acerola, que são ricas em vitamina C. A
laranja-lima costuma ter mais aceitação por conta do sabor”, explica Daísa
Pinhal, nutricionista, filha de Silvana. E também vale fazer o suco misturando
frutas, bater com cenoura ou tomate. Mas, segundo a nutricionista, é recomendado
que os sucos entrem no cardápio pela manhã, entre as mamadas. E a quantidade
recomendada é cerca de 30 ml.
O leite materno pode continuar
sendo oferecido: a Organização Mundial da Saúde recomenda pelo menos até os dois
anos de idade. Portanto nesta etapa é preciso saber intercalar os períodos de
amamentação e as refeições. As frutas, como banana amassada, maçã raspadinha e
mamão, podem entrar como lanche da tarde (não é indicado bater os alimentos no
liquidificador porque perdem propriedades nutricionais). É importante respeitar
o apetite da criança, que pode rejeitar no início.
Depois de aproximadamente um mês
que as frutas foram introduzidas e a criança já está acostumada com o sabor doce
(mas não com açúcar!), alimentos salgados podem ser introduzidos à rotina.
Verduras, legumes, leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, grão de bico) e
carnes (frango, peixe e boi) podem ser apresentados à criança, que aos poucos
começa a almoçar e jantar. No início, a consistência deve ser como um purê e aos
poucos alguns pedacinhos vão invadindo o prato. E o ideal é a criança ainda
mamar três vezes ao dia.
O que é bom
evitar:
- clara de ovo
- mel
- alimentos gordurosos e muito
condimentados
- açúcar
Para quem vai cozinhar as
papinhas, a dica da nutricionista Daísa Pinhal é já fazer quatro porções e
congelar. “Para armazenar, não pode esquecer de ferver o recipiente, inclusive a
tampa e a colher que serão utilizadas. Coloque o alimento até a boca do pote
para que não entre ar. Use uma bacia com gelo para resfriar e depois
congele.”
Fase pré-escolar (1 a 6
anos)
Agora a criança já sabe mastigar e
pode receber alimentos mais sólidos, além de mais variados. E a rejeição a
alguns sabores pode ficar mais intensa. A partir de um ano, as crianças já
conhecem os alimentos e são capazes de escolher o que mais agrada o paladar,
além de sofrer diminuição do apetite. O ideal é que façam seis refeições por
dia.
A nutricionista Roseli Ueno
Ninomiya, mãe de Aline e Caroline, afirma que nesta fase “é importante que sejam
oferecidos alimentos ricos em ferro, como a carne bovina, suína, peixe e frango,
vegetais e folhas escuras e leguminosas”. E para que o aproveitamento do ferro
seja maior, os pais devem oferecer também alimentos como sucos de abacaxi, caju
e goiaba.
Não há muitas restrições nessa fase. A criança
precisa conhecer mais sabores, experimentar mais e formar uma personalidade
alimentar. “Mas o que vale para todas as idades é que os pais sempre devem
orientar os filhos a terem opções saudáveis”, afirma Roseli.Para ajudar as crianças a não perderem mais ainda o apetite, os pais devem valorizar refeições juntos à mesa, mostrando para a criança que pode ser um momento agradável. “Ela vai comer os alimentos saudáveis desde que os pais eduquem para isso”, diz a nutricionista. Não é indicado oferecer prêmios em troca de comer toda a comida, como também não vale distrair a criança. Deixar a TV ligada só vai atrapalhar. E quanto mais líquido for ingerido durante as refeições, menos comida entra. E, por último, a fome é o melhor remédio.
A partir dos sete anos
Agora é a quantidade de alimento
que deve aumentar. Se antes a criança recebia porções pequenas, agora o ideal é
que coma cerca de duas a três colheres dos alimentos de cada grupo alimentar.
“Precisa ter fonte de carboidrato, proteína animal e vegetal, e gorduras boas,
como o azeite”, explica Roseli.
Na fase escolar a criança vai sofrer influências
naturais no cardápio. Os colegas da escola vão influenciar e os hábitos da hora
do recreio também. Os salgadinhos, balas e doces podem se tornar os preferidos.
É por isso que iniciar bons hábitos alimentares desde o início é
essencial.Consultoria:
Roseli Ueno Ninomiya - Nutricionista na Clínica MAE
Daísa Pinhal - Nutricionista no Oba Hortifruit

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